Como o fiado pode ser sua maior vantagem competitiva frente ao iFood e ao delivery
O delivery explodiu no Brasil nos últimos anos. O iFood, o Rappi, o Uber Eats e dezenas de outros aplicativos transformaram a forma como as pessoas compram comida e produtos do dia a dia. Para o dono de mercadinho, padaria ou bar de bairro, esses apps podem parecer uma ameaça impossível de enfrentar. Mas existe uma carta na manga que nenhum aplicativo de delivery consegue jogar: o crédito informal.
O crescimento do delivery no Brasil
O mercado de delivery de alimentos e bebidas no Brasil tem crescido de forma acelerada. Segundo dados do setor, o iFood sozinho já processa milhões de pedidos por mês, e o número de restaurantes e estabelecimentos cadastrados não para de subir. A pandemia acelerou essa tendência, mas mesmo depois dela o hábito se manteve.
Para o consumidor, o delivery oferece comodidade. Ele não precisa sair de casa, não precisa enfrentar chuva ou sol, e tem uma variedade enorme de opções na tela do celular. É difícil competir com isso em termos de conveniência.
Mas conveniência não é o único fator na decisão de compra. E é aí que o jogo muda.
O que o delivery não oferece
Crédito
Nenhum app de delivery oferece fiado. No iFood, você paga antes de receber o produto — cartão de crédito, Pix, vale-refeição. Se o cliente não tem saldo, não compra. Simples assim.
No mercadinho do bairro, a história é diferente. O cliente chega no fim do mês, o salário ainda não caiu, mas a geladeira está vazia. No app, ele fica sem jantar. Na sua loja, ele sai com as compras e paga quando o dinheiro entrar. Esse é um diferencial que nenhuma tecnologia consegue replicar.
Relacionamento pessoal
No iFood, o cliente interage com um aplicativo. A entrega é feita por um motoboy que ele nunca mais vai ver. Não há vínculo, não há lealdade, não há memória. Amanhã o cliente pode pedir do concorrente sem pensar duas vezes.
Na sua loja, o cliente interage com você. Conversa, conta as novidades, pede conselho sobre o que fazer para o almoço. Esse tipo de interação cria um laço que vai muito além da transação comercial.
Preço justo
Os apps de delivery cobram taxas de entrega que podem variar de R$ 5 a R$ 15 ou mais. Além disso, muitos estabelecimentos aumentam os preços nos apps para cobrir a comissão da plataforma, que pode chegar a 25% ou 30% do valor do pedido. No final, o consumidor paga significativamente mais.
No mercadinho do bairro, o preço é o preço. Sem taxa de entrega, sem markup de plataforma. E se o cliente é um bom pagador de fiado, você ainda pode dar aquele desconto de cliente fiel.
A "dívida emocional" como barreira de saída
Aqui está um conceito poderoso que poucos comerciantes percebem: o fiado cria uma barreira de saída psicológica. O cliente que te deve dinheiro tem um motivo a mais para voltar à sua loja. Ele precisa pagar — e quando vier pagar, provavelmente vai comprar mais alguma coisa.
Essa "dívida emocional" funciona assim: o cliente sabe que você confiou nele. Sabe que você fez um favor. E sente que precisa retribuir, não só pagando, mas continuando como cliente. É o princípio da reciprocidade em ação.
No delivery, não existe essa barreira. O cliente não deve nada a ninguém. Pode trocar de restaurante, de mercado, de app a cada pedido, sem nenhum custo emocional ou social. É uma relação puramente transacional.
Estratégia: aproveitando a visita de pagamento
Quando o cliente vem pagar o fiado, ele já está dentro da sua loja. Esse é um momento de ouro para vendas adicionais. O cliente veio acertar a conta, mas pode sair com mais produtos.
Algumas táticas práticas:
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Deixe produtos de compra por impulso próximos ao caixa: doces, salgadinhos, refrigerantes pequenos. O cliente que veio pagar R$ 50 facilmente leva mais R$ 10 ou R$ 15 em produtos extras.
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Comunique promoções na hora do pagamento: "Seu João, já viu que o arroz está em promoção? Aproveitou que está aqui, leva dois pacotes." O timing é perfeito porque o cliente já está ali e o humor é positivo — ele acabou de quitar uma dívida.
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Ofereça um desconto para pagamento antecipado: "Se você pagar até sexta, eu faço 5% de desconto no total." Isso acelera o recebimento e reforça o hábito de pagar em dia.
Combinando delivery local com fiado
Uma estratégia que vem ganhando força é o delivery feito pelo próprio estabelecimento, sem intermediários. Em vez de depender do iFood, muitos mercadinhos e padarias oferecem entrega via WhatsApp, feita por um funcionário ou motoboy próprio.
Quando você combina delivery local com fiado, cria uma oferta imbatível: a conveniência da entrega em casa com a flexibilidade do pagamento fiado. O cliente pede pelo WhatsApp, recebe em casa e paga no fim do mês. Nenhum app consegue fazer isso.
Para implementar:
- Crie uma lista de transmissão no WhatsApp com seus clientes de fiado
- Ofereça entrega para compras acima de um valor mínimo (por exemplo, R$ 30)
- Registre a compra no Fiados.app na hora da entrega
- Cobre normalmente no vencimento
É simples, não tem custo de plataforma e mantém o cliente no seu ecossistema.
O delivery como complemento, não como substituto
É importante entender que o delivery não é necessariamente seu inimigo. Alguns clientes vão usar o iFood para pedir de restaurantes que ficam longe. Isso não afeta o seu negócio de bairro. O que afeta é quando o cliente começa a pedir do supermercado no app em vez de ir até a sua loja. E para isso, o antídoto é claro: crédito, relacionamento e conveniência local.
Com o Fiados.app, você gerencia todo o crédito informal digitalmente, envia cobranças pelo WhatsApp e mantém a relação com o cliente organizada e profissional — tudo isso sem depender de nenhuma plataforma que cobra comissão.
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